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Histórias silenciadas. Vozes vivas da época da borracha

A chamada época do boom da borracha constitui um período histórico de mais de trêsdécadas, iniciado em 1879, durante o qual a expansão da indústria da borracha sesustentou na exploração sistemática dos povos indígenas da Amazônia, resultando emprocessos de escravização, violência estrutural e genocídio de numerosos povosindígenas. Para inúmeras famílias e comunidades, a memória desse […]

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Semear na ruína: o Antropoceno irregular no Napo

Esta apresentação analisa as florestas alimentares na comunidade kichwa de Mulchi Yaku (Napo) como práticas de semear nas ruínas do extrativismo amazônico. A partir da perspectiva de um Antropoceno irregular e fragmentário, argumenta que esses arranjos agroflorestais constituem respostas comunitárias que regeneram solos, saberes e relações multiespécies. Frente à mineração, à piscicultura industrial e à […]

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30 dias de resistência: povos do rio Tapajós contra a privatização de rios amazônicos e os limites da cobertura midiática

Desde janeiro de 2026, povos do rio Tapajós, incluindo indígenas e ribeirinhos, em articulação com organizações da sociedade civil e movimentos socioambientais, mobilizaram-se contra o Decreto nº 12.600/2025, que incluiu mais de 3 mil quilômetros de rios amazônicos — como Tapajós, Madeira e Tocantins — no Programa Nacional de Desestatização, abrindo caminho para a concessão […]

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Muitas lutas, um luto: as palavras-semente de Nego Bispo e a luta por igualdade racial no Brasil

O pensamento de Antonio Bispo dos Santos, mestre quilombola da caatinga piauiense, tem sido fundamental para compreendermos a contracolonialidade. Nesta palestra procura-se apresentar as palavras semente de Nego Bispo e o seu método de ocupação de palavras, além de inserir esses conceitos no contexto das contribuições sobre a questão ambiental e das lutas em busca […]

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Water Cultures in the Portuguese-Speaking World

Este evento reúne investigadores de várias instituições internacionais para discutir as relações multifacetadas entre a água, a cultura e a sociedade no mundo lusófono. Através de abordagens provenientes das humanidades ambientais, da história, da literatura e dos estudos culturais, os participantes exploram de que modo os rios, os oceanos e as paisagens aquáticas moldaram práticas […]

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Ecologias extrativas: mundos multiespécies e a formação colonial da Amazónia

Este colóquio explora as formas como o extrativismo colonial e contemporâneo moldou a Amazónia enquanto um mundo multiespécies composto por humanos, animais, plantas e outros seres. A partir de perspetivas da história ambiental, da ecologia política e da etnografia, reflete tanto sobre os impactos duradouros da extração colonial como sobre as possibilidades emergentes de formas […]

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Utopias e Distopias

Discussão sobre a noção de utopia e distopia ambientais que se iniciará com uma breve apresentação das coordenadoras da sessão, seguida de debate. Coordenação: Ananda Carvalho e Joana Sousa 26 de fevereiro, 14h, CES Alta | Sala 2 Em colaboração com ECOSOC – Oficina de Ecologia e Sociedade

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Poesia e Arte de Mulheres Indígenas da Amazónia

A apresentação começa por contrastar a visão extrativista da Amazónia, segundo a qual a região é concebida como um conjunto de recursos passíveis de monetização, com o entendimento do território enquanto floresta viva, defendido por comunidades indígenas e outras comunidades tradicionais amazónicas. Em seguida, centra-se na compreensão indígena da vida na Amazónia como um processo […]

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“Pulsação verdejante”: o simbolismo da natureza na poesia de Daniel Faria ou a poesia como biossemiose

A palestra analisa o simbolismo da natureza na poesia de Daniel Faria à luz das humanidades ambientais e da ecocrítica, enquadrando a sua obra num movimento crítico que problematiza as dicotomias tradicionais entre natureza e cultura, humano e não humano, visível e invisível. Partindo de uma perspetiva não antropocêntrica, o estudo sustenta que, embora a […]

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