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O dossiê parte da noção de futuro para pensá-la e problematizá-la a partir de diferentes enfoques teóricos e metodológicos que tomam a Amazônia e seus habitantes, humanos e não humanos, como seu contexto político-especulativo central. Se a crise ambiental pode ser compreendida como uma crise dos imaginários ocidentais — de suas instituições, de seus referenciais filosóficos, de seus ideais políticos modernos etc. —, enfrentar o Antropoceno, assim como os riscos que ele impõe às condições de habitabilidade do planeta, exige a formulação de outras ferramentas conceituais.
Emanuele Fabiano e Óscar Muñoz Morán (eds.), Dossier: Cuerpos de agua. Revista Kawsaypacha: Sociedad Y Medio Ambiente, (17), 2026.
Com base em experiências da América Latina, o dossiê da Revista Kawsaypacha: Sociedade e Meio Ambiente convida a repensar a água para além de sua condição de recurso, posicionando-a como eixo de relações sociais, espirituais e ecológicas. Essa abordagem abre novas possibilidades para a elaboração de políticas ambientais mais inclusivas e culturalmente contextualizadas.
Patrícia Vieira, ed. “Plant Poiesis: Aesthetics, Philosophy and Indigenous Thought.” Número Temático Philosophies. 2025.
Este número temático reúne artigos que consideram diversas formas de criação em conjunto com a vida vegetal. Os ensaios examinam obras de literatura, cinema e arte que destacam as plantas, bem como reflexões sobre as interações entre plantas, seres humanos e outras formas de existência. Ao fomentar um diálogo entre perspetivas sobre a vida vegetal provenientes tanto da filosofia como de outras tradições de pensamento, os artigos contribuem para o processo de descolonização dos estudos de plantas e das humanidades ambientais.
Os ensaios deste número temático analisam romances, ensaios, narrativas de viagens, cartas, filmes, fotografias e obras de arte que revelam a preponderância de uma mentalidade extrativista na abordagem da Amazônia e de seus povos na história recente. Os ensaios também mostram as formas criativas através quais as comunidades humanas e mais-que-humanas da Amazónia constroem contra-narrativas que sublinham seus laços afetivos com a terra.
Esta publicação reivindica uma abordagem interdisciplinar e incentiva o intercâmbio entre arqueologia, arqueobotânica, botânica, agronomia e antropologia social, com diferentes perspectivas teóricas e metodológicas sobre plantas com reservas subterrâneas amiláceas. Devido à diversidade das abordagens propostas, dos campos estudados (Europa, África e América do Sul) e dos tempos mobilizados, ela também pretende ser uma ferramenta de reflexão sobre as relações planta-sociedade no contexto de uma crise que nos obriga a rever de cima a baixo as relações entre não humanos e humanos, mesmo as mais modestas escondidas sob o solo.
Este dossiê reúne contribuições recentes focadas nas terras baixas da América do Sul sob o intuito de evidenciar o tema da atividade onírica em sua relação com as cosmopolíticas indígenas (e por cosmopolíticas compreendemos o processo de composição de pessoas, coletivos e mundos). Em comum, esses trabalhos refletem sobre os sonhos como acontecimentos plenos de consequências, não se restringindo à vida noturna.
