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A apresentação começa por contrastar a visão extrativista da Amazónia, segundo a qual a região é concebida como um conjunto de recursos passíveis de monetização, com o entendimento do território enquanto floresta viva, defendido por comunidades indígenas e outras comunidades tradicionais amazónicas. Em seguida, centra-se na compreensão indígena da vida na Amazónia como um processo de metamorfose permanente, que traduz a instabilidade ontológica de todas as entidades da floresta. A apresentação termina com uma análise da poesia da escritora de Iquitos Ana Varela Tafur (1963-) e do trabalho da artista Shipibo-Konibo Chonon Bensho (1992-), ambas oriundas da Amazónia peruana. Demonstra-se que tanto os escritos de Varela como a arte de Bensho oferecem exemplos de fito- e zoometamorfoses que refletem a ontologia amazónica do devir.

Oradora: Patrícia Vieira

29 de janeiro, 15h–16h

Florida State University, Campus de Tallahassee, Diffenbaugh 009