Back to top
Essa palestra vai trabalhar sobre cenas de navegação na narrativa de Alberto Rangel, particularmente no seu livro Inferno verde (1908). Vão-se analisar dois elementos. Em primeiro lugar, a retórica relacionada com os personagens engenheiros nos seus contos. Considerando que o próprio Rangel foi engenheiro e trabalhou na Amazônia, interessa aqui estudar as lógicas e as práticas associadas com o olhar do engenheiro sobre a paisagem e o capital. E em segundo lugar, propõe-se pensar as lógicas da velocidade e da aceleração como parte dessa retórica de engenharia. Como é que o engenheiro procura transformar os trânsitos, a circulação e a mobilidade na Amazônia e como é que a natureza, e em particular os rios, respondem ao impulso acelerador da modernidade representado pelo engenheiro? Quais são os vários ritmos, velocidades e fluxos que são encenados pela narrativa de Alberto Rangel? 
 
Javier Uriarte (Universidade Estadual de Nova Iorque, Stony Brook)
 
22 de setembro, 15h
 

Link Zoom:
https://us02web.zoom.us/j/88322246587?pwd=WKa9lz0HQThFJp8LuYy6GC6mrLCrG1.1